BurnOut - A Síndrome do Esgotamento Profissional - Terceiro Artigo

BurnOut – Síndrome do Esgotamento Profissional – Terceiro Artigo

Pergunta do Artigo anterior: Um grande perigo é que muitas vezes o próprio afetado é o último a perceber a situação crítica em que se encontra, e não raro reluta em procurar ou aceitar apoio. É por isso que perguntamos a você: conhece ou conheceu alguém que passou por algo semelhante? Há alguém no seu ambiente de trabalho passando por isso agora? Deixe suas respostas nos comentários.

 

O Limite do Stress

Na última coluna levantamos a seguinte questão: Se vivemos uma época que entende o cansaço e a ansiedade sempre como reflexos naturais do trabalho, como saber quando elas ultrapassaram algum tipo de limite? Nele, falamos de sinais do problema. Hora de entender causas e consequências.
Em muitos casos o Burnout, ou síndrome do esgotamento profissional, se assemelha ao estresse e à depressão, que podem mesmo estar relacionados. Os primeiros sintomas são parecidos, ambos têm em comum a disforia, o desânimo.
Contudo, as ocorrências não devem ser confundidas. Manifestações clínicas mostram nos depressivos maior submissão à letargia, prevalecendo sentimentos de culpa e derrota. Já no Burnout prevalecem o desapontamento, tristeza e vergonha. Você pode achar parecido, mas é marcante observar que os pacientes reconhecem o trabalho como sendo o fator desencadeante no Burnout.
É interessante observar que características como idealismo elevado, determinismo, alta motivação, perfeccionismo e rigidez podem incentivar a síndrome. O Burnout, geralmente, atinge profissionais que gostam e se envolvem com o que fazem, não medindo esforços para atingir seus objetivos e os da instituição em que atuam.

Avalanche

Apesar de se iniciar no ambiente profissional, a síndrome de Burnout não separa o escritório da rua. Primeiro são os colegas de trabalho que sofrem, depois são os amigos e familiares que passam a ser vítimas da alteração de humor da pessoa.
Impaciência e intolerância são alguns dos reflexos mais comuns do burnouter, que começou a apresentar atitudes agressivas e a fazer avaliações negativas de si mesmo. Ele evita fazer contato visual, ou mesmo começa a evitar as pessoas. Faz uso de adjetivos depreciativos, dá explicações breves e superficiais às perguntas que lhe são feitas, transfere responsabilidades, reage a provocações e resiste a qualquer mudança.
A relação ruim com as pessoas e consigo mesmo acaba levando a outros tipos de abuso. Um deles é o uso de remédios, para novos distúrbios que começam a surgir, como a dificuldade para dormir ou a de se concentrar no trabalho. Outros, relacionados à conquista de valores não-satisfeitos, como Bem Estar, surgem na forma de compulsões como meio de se chegar ou obter satisfações imediatistas – álcool, drogas, sexo, jogos, adrenalina ou compras.
E assim a pessoa segue, sofrendo de um mal que ela mesmo ignora. Julgando, criticando e agindo com sarcasmo em suas conversas, com dificuldade de desempenhar papéis, diminuindo os contatos sociais, perdendo o prazer no descanso e desvalorizando o lazer. Passa a negligenciar cuidados pessoais, ao mesmo tempo em que pratica auto-medicação. Por fim, mas não menos pior, resistindo em buscar apoio.

VOCÊ Ltda.

São muitos os casos em que o sujeito sofre sozinho até não conseguir mais esconder que algo está errado. Isso porque ele mesmo não sabe o que está acontecendo. Após essa leitura e reflexão, você consegue avaliar se seus amigos ou familiares estão apenas chateados com o trabalho? Pode haver manifestações e sinais de algo mais sério acontecendo?

casa_coaching
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