BurnOut - A Síndrome do Esgotamento Profissional - Segundo Artigo

BurnOut – A Síndrome do Esgotamento Profissional – Segundo Artigo

Pergunta do texto anterior: Olhe para você nesse momento: consegue separar a ansiedade na vida da ansiedade no trabalho? Consegue separar o cansaço pessoal daquele que pertence à sua atividade laboral? De 0 a 10, qual o seu nível de ansiedade com seu ambiente profissional? Deixe suas respostas nos comentários.

O que é BurnOut?

No texto anterior, falamos sobre a história do médico Herbert J. Freudenberger. Agora é hora de entender melhor a sua descoberta a partir de sintomas aparentemente banais: a ansiedade e o cansaço.
Vivemos uma época que sofre com a romantização do estresse. O mercado de trabalho competitivo, as tecnologias que permitem levar tarefas para casa, a disponibilidade constante que vai além da carga horária habitual, o aumento nos níveis de exigência interna e externa, todos esses fatores acabam servindo como justificativa para defender a ideia de que é normal sentir estresse com o trabalho.
Futuramente, veremos se essa ideia faz ou não sentido. Por enquanto, a questão importante é o preço que se paga por acreditar nela. A ansiedade é talvez o principal produto das preocupações com a atividade profissional e da disponibilização de tempo além da jornada de trabalho (e da capacidade mental adquirida) para questões relativas ao emprego. Do mesmo modo, o cansaço decorrente de jornadas longas ou exaustivas, tanto de maneira física quanto mental, passa a ser uma constante.

Comum não é mesmo que normal

Ambas reações podem ser consideradas reflexos naturais de um trabalho pesado, o que é comum. Contudo, se vivemos uma época que entende o cansaço e a ansiedade sempre dessa forma, como saber quando elas ultrapassaram algum tipo de limite?
Os hábitos modernos e as novas tecnologias criaram uma grande área cinza onde antes havia uma linha clara, que separava em preto e branco o lado pessoal do lado profissional. Talvez este seja o grande mistério, e também o ponto chave. Fazer essa separação pode ser o mesmo que encontrar as respostas (ou novas perguntas).
Trabalhar cansa, é óbvio, tanto quanto problemas causam preocupação. Mas o que se percebe nos relatos e casos é que a contaminação dos reflexos do trabalho na vida pessoal é o grande indicativo de que algo mais sério pode estar a caminho.
A ansiedade sem fim pode levar a mudanças repentinas de humor, distúrbios do sono e intolerância. Já o preço cobrado por um cansaço constante é a sensação de esgotamento, o roubo da energia para tarefas diárias ou mesmo para os momentos de lazer. Juntos, todos estes efeitos acabam causando falta de concentração e lapsos de memória, podendo levar à queda da produtividade. No caso, a suprema ironia: a consequência se torna causa – a preocupação com o trabalho leva ao baixo rendimento no trabalho.
Estes são os principais sintomas do Burnout, distúrbio psíquico cuja principal característica é o estado de tensão emocional e estresse crônicos que podem levar a pessoa ao esgotamento completo.

VOCÊ Ltda.

Um grande perigo é que muitas vezes o próprio afetado é o último a perceber a situação crítica em que se encontra, e não raro reluta em procurar ou aceitar apoio. É por isso que perguntamos a você: conhece ou conheceu alguém que passou por algo semelhante? Há alguém no seu ambiente de trabalho passando por isso agora?
Deixe suas respostas nos comentários.

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